Tendências que transformarão a gestão de riscos das Instituições Financeiras

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Tendências que transformarão a gestão de riscos das Instituições Financeiras

*Carlos Eduardo Vasques de Souza

Rio de Janeiro, 26 de Julho de 2016

Diante de um cenário de competitividade acirrada, turbulências econômicas e mudanças constantes, as instituições financeiras devem ficar atentas à sua capacidade de antecipação e resposta a eventos que possam interromper suas atividades. O objetivo é reduzir os prejuízos à organização e aos públicos com quem se relaciona (acionistas, clientes e colaboradores). Sendo assim, o ideal é sempre mapear as possíveis adversidades, que podem ser eventos externos, alterações regulatórias, problemas com a tecnologia, pessoal, desastres naturais, entre outros.

É importante ter em mente que, por mais imprevisível que pareça qualquer situação que ponha em risco a funcionalidade de um banco, há diversas formas de evitá-los. O primeiro passo é identificar esses possíveis eventos. A precaução auxilia a companhia a evitar perda de equipe, ativos, reputação, indisponibilidade de fornecedores, rompimento de infraestrutura, além de mitigar os riscos de pressões governamentais desnecessárias.

Para que uma organização sobreviva, conquiste valor no mercado e aumente seu marketshare, é necessário que os bancos invistam cada vez mais em transformação digital associada a um programa de gestão de riscos eficiente. Para isso, os bancos estão investimento cada vez mais em tecnologia. Foram 13% dos investimentos feitos em tecnologia da informação no ano passado, atrás apenas do governo, cuja participação foi de 14%, de um total de US$ 51 bilhões registrados em 2015, de acordo com levantamento da consultoria Gartner.

Destaco seis tendências estruturais que irão transformar a gestão de riscos no setor bancário nos próximos anos. São elas:

1- Requerimentos regulatórios cada vez mais exigentes

A tolerância dos governos para falências de bancos diminuiu desde a crise financeira global de 2008, e o apetite por intervenções que utilizam o dinheiro dos contribuintes para salvar bancos foi reduzido. Desta forma, as autoridades estão monitorando com maior vigor comportamentos suspeitos. Há, ainda, mais rigidez no cumprimento local e global de normas. Neste contexto, a busca é por “bons bancos” e não “boa prática bancária dentro de suas fronteiras”.

2-Alteração nas expectativas dos clientes

Mudanças nas expectativas dos clientes são esperadas e irão causar alterações radicais no perfil do setor bancário. O uso da tecnologia de maneira generalizada será a norma para os clientes na interação com seu banco. A atual geração de jovens da era digital será o maior contribuinte das receitas para os bancos aos 40 anos de idade. Os atuais clientes, mais conservadores de tecnologia, também irão migrar para os bancos digitais.

3-Tecnologia e gestão analítica aceleram a gestão do risco

A tecnologia irá permitir, ainda, novas técnicas de gestão de risco, muitas vezes associadas a análises avançadas. A proliferação de novas tecnologias fornece processamento e armazenamento mais rápido e econômico, o que permite melhor apoio na tomada de risco e na integração de processos. Atualmente, já experimentamos os efeitos de tecnologias cujas implicações são importantes para a gestão de risco, como o big data e a inteligência artificial.

4- Ataques cibernéticos

A prevenção contra ataques cibernéticos já é prioridade estratégica para a maioria dos bancos. Isso acontece porque a ameaça concentra-se, principalmente, nas operações e nos dados confidenciais de clientes. Na próxima década, a preocupação com cybersecurity irá aumentar ainda mais. Os bancos irão requerer maior mobilização de recursos, competência interna para gerir este tipo de risco, além de colaboração de governo e mercado de maneira unificada.

5- Melhores decisões de risco por meio da eliminação de preconceitos

Mesmo quando as pessoas tentam abordar um problema de forma racional, suas decisões são, muitas vezes, abaixo do ideal, devido a vários preconceitos conscientes e inconscientes. Calcular os impactos financeiros em processos de negócios em cenários de crises será um caminho vital para elaboração de estratégias de gestão de riscos mais eficientes.

6-Necessidade constante na redução de custos

O sistema bancário tem sofrido com lento, porém constante declínio da margem na maioria das categorias de produtos e geografias. Desta forma, os bancos têm adotado técnicas avançadas de eficiência operacional para compensar esses declínios. Futuramente, os bancos terão de repensar seus custos operacionais para viabilizar entrega de mais valor a um custo menor. A simplificação, padronização e digitalização deverão ser as únicas avenidas ​​viáveis para economias substanciais de custos.

 

* Carlos Eduardo Vasques de Souza é head de Risk&Compliance da Atos América do Sul. Possui 18 anos de experiência em gestão de risco operacional e de segurança da informação. Defende ativos e reputação por meio de soluções escaláveis que protegem as instituições financeiras contra as ameaças atuais e emergentes, enquanto assegura o cumprimento das normas internacionais. Combina sua experiência em soluções de segurança física e digital com processos de gestão de crises de alto nível e as habilidades de comunicação necessárias para incorporar mudança de comportamento nas empresas. 

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